Aceleramos a Ténéré no deserto africano.

Aventura com a nova Yamaha

A renomada Yamaha Ténéré está de volta. A empresa recuperou o lendário nome para dar vida a um novo modelo inspirado nos famosos desertos africanos. Em 1983, a marca dos diapasões levou a imprensa ao Marrocos para experimentar a primeira Ténéré, uma moto nascida para a aventura e que participaria de numerosos ralis.

As corridas e todo tipo de viagem de aventura foram o campo de provas da versão especial da XT 600, batizada com o nome de uma região do Deserto do Saara, no Níger. No idioma dos Tuareg, a palavra “Ténéré” significa deserto.

Assim, ficou claro desde o princípio qual era o conceito dessa, até então, big trail. Agora, muitos anos depois, voltamos ao Marrocos para encontrar a última versão do modelo. Com ela, a marca recupera o nicho de mercado que havia perdido desde que parou de fabricar a moto, ainda nos anos 1990.

O mais importante é que a lendária filha do deserto voltou em 2008, e nós fomos testá-la para você...
 

O lançamento da XT 660 Z completa a gama da Yamaha para o setor “on-off”– ou trail, se preferir.

No mercado mundial, as XT e as DT (estas últimas ainda são comercializadas na Europa) oferecem diferentes opções, mas não existia uma moto com características estradeiras de destaque e é justamente aí que a nova Ténéré entra no jogo. Com ela, o turismo em qualquer tipo de terreno está assegurado.

A equipe de engenharia, que desenvolveu a máquina, trabalhou no motor, no peso, na funcionalidade e, principalmente, na confiabilidade de todo o conjunto da motocicleta visando atingir o nível mais alto possível no turismo de aventura.

Outro ponto bem pensado e que chama a atenção é sua estética distinta. Mas, diferente de outros modelos, no caso desta Yamaha, a modernidade não conflita com o aspecto prático, muito pelo contrário.

O tanque de combustível foi desenhado para possuir uma grande capacidade (22 litros), contudo este se estende por debaixo do assento e para frente. Dessa forma, fica estreito e facilita a pilotagem em pé em terrenos irregulares.

                  
                

O motor permite brincadeiras

               

Também colabora para uma melhor distribuição das massas. Junto ao tanque, encontramos umas curiosas tampas laterais que cumprem o papel de protetores de carenagem, muito eficientes para terrenos complicados.

Vista de frente, a moto também é inusitada e, mais uma vez, combina-se design com eficácia, dado que sobre o curioso farol se eleva uma bolha que proporciona boa proteção aerodinâmica.

Outro detalhe inovador é que no próprio subchassi está integrado um suporte para o topcase, simplificando assim a sua instalação. A viagem por terras africanas nos deu a oportunidade de experimentar a Ténéré em diversos terrenos; por isso podemos garantir: ela tira de letra qualquer um deles.

No primeiro trecho do trajeto, tínhamos de sair da cidade de Tiznit entre o escasso, mas caótico, trânsito marroquino. Ali, demonstrou que seu amplo ângulo de esterço e seu assento, não tão elevado por se tratar de uma trail, jogam a seu favor no âmbito urbano.

A postura do piloto é muito natural e isso se transforma em uma condução fluída na cidade; mas o melhor é que, quando caímos na estrada, ela é realmente confortável. As longas retas paralelas ao Atlântico colocaram à prova, durante 200 quilômetros, a proteção aerodinâmica e a “dureza” do banco, com uma nota muito boa em ambos os casos.

Nos trechos onde as estreitas estradas se tornavam mais sinuosas, podíamos pilotar com bastante entusiasmo, dada a agilidade e a forma fácil com que esta Yamaha se move em qualquer terreno.

No aspecto da ciclística, foi buscado um compromisso que oferecesse à maior polivalência possível, e isso se traduz em que o comportamento não se destaca em nenhum ponto em particular, mas que cumpre todos com eficiência.

As bengalas, por exemplo, se mostraram um pouco macias para uma condução mais esportiva ou ao passar por irregularidades muito grandes, mas, nas pistas de terra que nos levaram pelo deserto, absorveram todo tipo de obstáculo com maestria.

E isso que passamos por estradas bastante precárias, picadas e longos trechos de areia com muitas valas. Com os freios acontece algo parecido, já que não são excessivamente potentes, porém são muito fáceis de dosar, e isso em uma moto destinada à aventura é louvável.

                          
                       

O modelo anda bem também no asfalto

                       

No pedaço mais crítico da nossa pequena travessia, em duras estradas com mistura de terra e areia, a Ténéré se mostrou corretíssima e intuitiva, isso porque estava calçada com pneus mistos, inapropriados para aquela situação.

Nesse sentido, depois do que presenciamos, é possível afirmar que com ela você pode chegar a qualquer lugar Resistente. Assim é o monocilíndrico de 4 válvulas e refrigeração líquida da XT 660 Z.

Esse propulsor é o mesmo utilizado nas versões R e X; com ele, garantimos baixa manutenção e grande confiabilidade. Além disso, com essa configuração, conseguimos um bom funcionamento a baixas e médias rotações — justamente o que os homens da Yamaha queriam.

Em comparação com as suas irmãs, a resposta do acelerador ficou melhor graças a uma curva de potência mais linear. Sem fazer alarde, os 48 cv levam você a qualquer lugar. Se o objetivo for uma arrancada fulgurante, há necessidade de reduzir uma marcha e levar a agulha do conta-giros até lá em cima.

Nas estradas, temos potência suficiente, mas para andar com garupa e carga, alguns cavalos a mais não fariam mal.

Também é verdade que não vibra em excesso, é muito agradável em uso normal e, quando entramos nos trechos off-road, o motor não precisa ser exigido mais que o normal para responder bem, pelo contrário, despeja potência de forma bem controlável.

                                  
                               

"Ténéré" significa deserto no idioma Tuareg

                               

O consumo é bem contido, ou seja, com os 22 litros do tanque, podemos percorrer longas distâncias sem reabastecer. Outro detalhe interessante é o filtro de ar de fácil acesso, que permite uma rápida limpeza em qualquer lugar e com as próprias ferramentas da moto.

Em resumo, depois da nossa aventura africana, ficou claro que a nova Ténéré mantém intacto o espírito aventureiro das primeiras Yamaha que levaram esse nome, mas agora o futuro já chegou, tanto no design como em seus componentes.

Estará a disposição em três opções de cores: branco/vermelho, cáqui e preto e contará com interessantes acessórios originais, como as maletas laterais e topcase, cavalete central, bolha mais alta e diferentes protetores. Com uma moto destas na garagem, não há como se entediar.

De acordo com o que antecipamos na edição de janeiro da MOTOCICLISMO, a XT 660 Z Ténéré depende da expansão da capacidade produtiva da fábrica Yamaha no Amazonas para ser lançada aqui já como um produto “Made in Manaus”, o que deve ocorrer até o final deste ano.

                                          
                                       

Ficha técnica

                                       
Motor:

monocilíndrico, 4T, SOHC, refrigerado a água, alimentado por injeção eletrônica, partida elétrica, embreagem multidisco em óleo, câmbio de 5 marchas e transmissão por corrente

         
Cilindrada / potência máxima:660 cm³ / 48 cv a 6 100 rpm
Diâmetro x curso:100 x 84 mm
Taxa de compressão:10,0:1
Quadro:Estrutura tubular de aço
Cáster / trail:28º / 113 mm
Suspensão dianteira / traseira: Telescópica / monoamortecedor progressivo com link
Curso dianteiro / traseiro: 210 mm / 200 mm
Regulagens: Na pré-carga da mola
Freio dianteiro / traseiro: 1 disco de 298 mm / 1 disco de 245 mm
Pinça dianteira / traseira: 2 pistões / 1 pistão
Comprimento: 2 246 mm
Entreeixos: 1 505 mm
Altura do banco: 895 mm
Tanque: 22 litros
Peso: 183 kg
Preço: 7 000 euros
                                          
                                       

Nova Ténéré

                                       

Publicado em: 06 de Agosto de 2008

                                       

Fonte: motociclismo.terra.com.br 

 
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2020/9/20 | 11:34:26

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