A fábrica no Brasil

A FÁBRICA NO BRASIL

Em 1975 é oficialmente inaugurada a fábrica da Yamaha do Brasil, na Rodovia Presidente Dutra em São Paulo, com o lançamento da RD50, a "cinquentinha", a primeira Yamaha feita no Brasil, que a aprtir do final de 1976 ganhou um grafismo mais esportivo.

RD 50 de 1975

 

Em 1976 a Yamaha do Brasil lança no mercado brasileiro a RD 75, monocilíndrica, de dois tempos, refrigerada a ar, logo após o governo brasileiro suspender as importações (Comunicado 574 da Carteira de Comércio Exterior-Cacex) de qualquer tipo de veículos.

RD 75 de 1977

 

A partir de 1977, os lançamentos da fábrica da Yamaha do Brasil vão se sucedendo com a RS125 e em 1978 com a RX125 de 5 marchas e a TT125 em 1979, máquina leve, com curso das suspensões maiores e com "cara" de trail. Também em 1979 a RX80 substitui a RD75 e são lançadas as RX180 nas versões Custom e Avant.

 

RS 125 de 1978

RX 125 de 1978

 

TT 125 de 1979

RX 80 de 1980

 

Em 1977 é lançada a legendária XS750. Um engenheiro da própria fabrica atestou: O MELHOR MOTOR JA DESENVOLVIDO PELA YAMAHA", ele não esta mentindo.Por 3 anos seguidos foi a moto do ano na Europa e até hoje existem moto-clube exclusivos desta moto na Alemanha. Com 3 cilindros ( por isto é chamada " TRIPLE"), alimentados por 3 carburadores Mikuni 3.3, transmissão a cardan com embreagem invertida dando mas conforto nas trocas das 5 marchas, duplo comando de válvula com uma corrente de comando de pouco menos de uma polegada de espessura. Freios a disco, duplo na frente e simples atrás, presos a rodas de liga leve. Não acabou, introduziu em 1978 a ignição eletrônica ( transistorizada). Ficou em linha até 1979.

XS 750 de 1977

 

Em 1979, a RD400 ganhava mais alterações com rodas de liga leve, 40 cv e ignição eletrônica e a versão RD 400 Daytona . Em função da suspensão das importações só podiam circular na Zona Franca de Manaus. A chegada no mercado da Honda CB400 F definiu uma nova categoria de cilindrada que já havia sido ameaçado antes com a Honda CB450 e a Suzuki GT380. Com o controle de emissão de poluentes os produtores passaram a preferir modelos 4t para atender ao mercado norte americano. Consumo de combustível variável entre 12 a 30 Km/l dependendo da solicitação do piloto.

 

RD 400 de 1978

 

Apesar da evolução para as 400 cc, parece que esta cilindrada não tinha a atração que a 350 exercia. Assim em 1980 nascia a RD350 LC. Esta RD era completamente diferente das anteriores: refrigeração líquida; mono-amortecimento central na roda traseira; potência de 45 cv a 8500 rpm e motor pintado de preto eram as suas características. No mundo inteiro foram conhecidas como RD350 LC e RD250 LC enquanto que no mercado japonês e americano ficaram conhecidas como RZ350 LC e RZ250 LC.

RD350 LC de 1980

RD250 LC de 1980

 

A primeira verdadeira trail fabricada no mercado pela Yamaha do Brasil foi a DT 180, moto de muito sucesso, equipada com suspensão traseira monochoque do tipo Cantilever, e que recebeu câmbio de seis marchas em 1981.

DT 180 de 1981

 

A DT torna-se a rainha do enduro no Brasil, sendo a trail mais homogênea e que colecionou mais vitórias. Em 1982 a fábrica brasileira lançava a RD-Z 125, estradeira de espírito esportivo, equipada com tanque de combustível de 16 litros, o que lhe conferia uma importante autonomia no tempo de postos de abastecimento fechados. Neste mesmo ano começou a produção no Brasil do modelo RX 125 a álcool com tanque adicional de gasolina para partida a frio que não teve grande sucesso de vendas.

 

RX 125 de 1981

 

No Japão em 1982 a RD350 LC ganhou o sistema YPVS (Yamaha Power Valve System) potência de 55 cv a 9000 rpm e suspensão traseira monocross, com único amortecedor vertical. No Japão ela ficou ficou conhecida com RZ350 LC. A fábrica brasileira começa a produção do modelo RDZ 125 com tanque de 16 litros.

Em 1984 a fábrica brasileira lança o modelo de competição da DT 180 batizada de MX. Em 1985 sai da linha de produção a RD 125 nacional.

RD 125 de 1985

 

Em 1986 a fábrica da Yamaha é transferida para Manaus e a RD350 LC começou a ser produzida, ficando em produção até 1989. Teve um sucesso de mercado estrondoso, não só no Brasil como no exterior para onde foi exportada para vários países.Como com seu modelo anterior importado, embora não apresentasse a maior velocidade final, seu comportamento nas curvas deixava as Honda 750 "no chinelo". Com desempenho agressivo, faz de 0 a 100k em 5.3 segundos e a 100k por hora consumindo 15,6litro/km com 152 quilos.

 

RD350 LC YPVS de 1986

 

Considerada uma moto de média cilindrada, tem motor dois tempos refrigeração líquida. Possui dois cilindros montados paralelos em linha, montados transversalmente no quadro. Os pistões trabalham alternadamente anulando as vibrações do movimento. Com motor de 347cc, desenvolve uma potência de 55 CV a 9000rpm e um torque de 4,74kgf a 8500rpm. Utiliza o sistema eletrônico YPVS ( Yamaha Power Valve System) – uma válvula que regula a janela do escape dos cilindros, aumentando o torque disponível em baixas rotações.

O seu quadro é tubular de berço duplo com motor fixado ortonalmente sobre coxins de borracha. A suspensão traseira é de mono-amortecimento. Possuí 3 discos de freios de acionamento hidráulico.

 

Fonte:motosantigas.com.br
 
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2020/9/23 | 20:40:38

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